"She practices her speech as he opens the door"
-- Pearl Jam, Better Man
Outro dia vi uma foto no Facebook (onde mais o passado bate à sua porta antes de ser chamado?) e, naquela única imagem, tinha umas 5 ou 6 paixões da adolescência. Não peguei nenhuma, claro.
Minto. Peguei uma, sim, a mais duradoura.
Mas guardo bilhetes e provas materiais só de outra, reminiscências de quando você tem 13 anos, é jovem e tola e acha que tem uma verve literária nos seus bilhetes de escola.
(Com 17, você acha que jovem e tola era a menina de 13, embora fosse incapaz de ver quantas vezes o amor estava ali, sorrindo e acenando na porta ao lado).
I just couldn't find a better man.
Hoje os amores estão casados, são pais ou professores assistentes em universidades nórdicas. E eu acho que jovem e tola *mesmo* é sempre a gente mesma, ontem.
Hoje eu já sou velha e mais feliz.
* * *
As pessoas que cultuam a juventude nunca estiveram em uma seleção de estagiários, as mãozinhas delas tremendo enquanto seguram os papéis onde fizeram uma colagem para representar quem elas são (!).
Imagina o James Dean numa dinâmica de estágio, fazendo uma colagem para representar quem ele é.
Pronto, acabou culto à juventude.
