Mas uma das melhores cenas de novela. Com olhos felinos felizes e tal.
0:14 - Pode encostar naquela duna ali à direita.
0:35 - Cheguei no agreste de motorista.
0:50 - O início da subida.
0:55 - Cenas do passado em transparência.
1:00 - Sofri demais.
1:13 - Consolei a Tássia Camargo.
1:19 - Apanhei do Zé Esteves.
1:24 - Mas agora tudo é passado...
1:32 - Já até dei na cara de Perpétua.
1:50 - Continuo subindo...
2:05 - O ápice. Preparem-se para a revelação de uma nova mulher...
2:17 - ... uma mulher renovada...
2:19 - ... com toda a malícia e segredos. Preparados?
2:41 - UMA NOVA MULHER!
2:54 - Com um corte em camadas e uma permanente.
2:55 - E só.
3:11 - E à milanesa.
3:33 - Chega, Simone, já deu. Corta.
(Em um oferecimento do Vlad.)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Heart of glass
Se um dia eu for sequelada, quer dizer, sequestrada, quando o sequestrador quiser cortar a minha orelha ou talvez a ponta do dedinho do meu pé para ser enviado à minha família como prova de vida, eu vou logo me opor e dizer que não há necessidade.
Porque eu tenho uma série de palavras-piadas-internas capazes de provar para pessoas específicas que eu estou bem viva, se provar que estou bem viva fosse preciso.
Com o Vlad, por exemplo: "obsessão?".
E com Ric, "dupla negação?".
Tá, agora eu queimei estas duas. Mas tem uma porção de outras.
Se o sequestrador tiver paciência, na hora posso me lembrar de todas elas.
* * *
Cada nova árvore de Natal na cidade aquece e destroça meu coração.
* * *

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Long time no see
Depois de seis meses, consertei meu laptop.
Só para chegar em casa, abri-lo e... descobrir que eu não tenho nada para fazer com um computador em casa.
* * *
Mas é claro que vou inventar alguma coisa para fazer, né. Por exemplo, ...
...
...
Ah, daqui a pouco vem.
* * *
Interlúdio: hoje de manhã, fui tirar dinheiro no caixa eletrônico do mercadãozinho.
(O mercadãozinho é uma loja de uma grande rede, pretensamente disfarçada de um mercadinho de bairro. Só que ruim).
O caixa é bem ao lado dos congeladores, então fiquei ali me admirando com a capacidade humana de empacotar coisas horrorosas e anunciá-las como "refeições".
Pulei o olhar dos hambúrgueres (prontos) congelados para a geladeira de sorvetes. E lá estava ele, me encarando implacável. Meu sabor nêmesis, passas ao rum.
Long time no see.
* * *
Passas ao rum é o tipo de sabor que, quando criança, parece mais misterioso do que o funcionamento de um salão de beleza ou do trabalho do seu pai.
Primeiro, porque é um troço que só existe enquanto sabor. Bolacha sabor morango, por exemplo, dá para entender. Eu já vi um morango. Chiclete sabor hortelã, ok. Existe hortelã. Até salgadinho sabor pizza é compreensível.
Mas alguém já viu uma "passas ao rum"?
Segundo porque, quando você é pequeno, é incapaz de entender que insondáveis motivos levariam um sujeito a escolher um sabor baseado em pinga e um troço suspeito, aparentemente meio estragado, que nem de longe lembra uma fruta (embora sua mãe jure para você que aquilo um dia foi uma uva).
Especialmente quando existe a concorrência do tutti frutti ou qualquer outro sabor cor de rosa.
* * *
Eu ainda não entendo o sabor passas ao rum. Acho que deu para notar.
* * *
Pronto. Bem-vindo de volta, laptop.
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